quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Vale Tudo no Referendo

Portugal dos Pequeninos - A liberdade de voto é um direito de cada eleitor num Estado onde impera a democracia. A liberdade de informação e de ser informado é também um direito importante.
Mas não há direito que se use a mentira, a hipocrisia, o medo e a leviandade para convencer os indecisos numa matéria tão sensível.
Sou defensor da vida humana, mas não a qualquer preço. Também percebo o drama de quem se vê na contingência extrema do recurso ao aborto para evitar a condenação pública de uma criança indesejada.
Não posso é aceitar a divulgação não contextualizada de imagens com dezenas de fetos cortados em postas ou panfletos eleitorais de que Maria está a chorar no céu se os portugueses votarem SIM, nem é admissível usar abusivamente o logotipo do IPJ ou os corpos de crianças de 14 anos em cartazes para justificar o voto favorável.
Está na hora de Portugal crescer!

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7 Comments:

At 07 fevereiro, 2007 10:19, Anonymous Lurdes said...

Um texto com grande sensibilidade! Gostei... mesmo.
Bjs
Lurdes

 
At 07 fevereiro, 2007 11:52, Anonymous Anónimo said...

Ambos os lados estão a lutar pelo que defendem e acreditam, portanto...
Chocante para mim, é a banalização de uma dádiva maravilhosa que a mulher possui: a reprodução.
Por todas as mulheres como eu, que infelizmente não possuem essa capacidade e por isso dão muito valor à capacidade reprodutiva, que deve ser resultado responsável e não deitado fora por consequencia de uma noite bem passada, voto NÃO e sou NÃO à morte, à banalização, ao desrespeito por um dom que nós mulheres temos.
God bless you.
T.

 
At 07 fevereiro, 2007 17:20, Anonymous Anónimo said...

Uma forma muito superficial de analisar a situação, não aferindo todos os pontos de vista.
L.

 
At 07 fevereiro, 2007 17:25, Anonymous Anónimo said...

Nestas coisas é importante hierarquizar os valores e a vida humana esta acima de qualquer coisa. Sem vida não se podem tomar outras decisões.

J

 
At 08 fevereiro, 2007 11:58, Blogger JOINCANTO said...

Não é só nesta campanha que se cometem excessos (de ambos os lados), lamentavelmente é comum em todas as campanhas. Mas o que está em causa neste referendo é tão importante que algumas pessoas poderão incorrer em alguns exageros. Legitimar pelo voto o direito livre de mães matarem os seus próprios bebés, penso que não é decididamente um crescimento positivo da sociedade. Antes pelo contrário, é chocante e isto sim devia indignar profundamente todas as pessoas.

Dizes que és "defensor da vida humana, mas não a qualquer preço", e realmente o preço da vida é tão elevado e inegociável que foi preciso Jesus Cristo, O Deus todo-poderoso encarnar e morrer por causa do valor da vida humana.

Votarei sem hesitações: "Não!"
Por causa da Vida.

 
At 08 fevereiro, 2007 21:23, Blogger salmista said...

É verdade que Deus trocou a vida (do Seu único Filho) pela vida (de todos os pecadores sem excepção) e esse foi o preço mais alto que alguém pode pagar. Mas pagou o preço com o Seu Amor. Não pactou com os cifrões da hipocrisia e com a mentira dos fariseus (religiosos da época). E Deus apesar de pagar o preço mais elevado soube respeitar o valor da liberdade de escolha do ser humano, de o aceitar ou rejeitar.
Em 98 fui activista de um movimento pelo Não e em 2007 volto a votar Não, mas enoja-me a mentalidade de Inquisição daqueles que empurram para o aborto muitas mulheres porque condenam socialmente a sua gravidez e não esboçam um gesto de amor para a praticar o perdão e a restauração. Essas 30 moeadas de traição eu não pago.

 
At 09 fevereiro, 2007 10:11, Anonymous Anónimo said...

O problema são os fariseus contemporâneos, cujo comportamento é similar ao de então.
Eu voto sim. Pela liberdade de escolha do ser humano.
L

 

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